{'atualizado_em': '2017-07-15', 'breadcrump': '/dom', 'dados': {'destaque': [{'titulo': '', 'img': None, 'descricao': ''}], 'foto': [{'arquivo_grande': '', 'credito': '', 'link': '', 'legenda': 'Momento em que soldado carrega corpo de C\xe2ndido, irm\xe3o de Castelo Branco MANUEL CUNHA', 'arquivo': 'ns184/app/noticia_147507931171/2017/07/15/31137/1607dom9894.jpg', 'alinhamento': 'left', 'descricao': ''}, {'arquivo_grande': '', 'credito': '', 'link': '', 'legenda': '', 'arquivo': 'ns184/app/noticia_147507931171/2017/07/15/31137/A-tragedia-que-matou-Castelo-Branco.jpg', 'alinhamento': 'left', 'descricao': ''}], 'tags': ['Castelo Branco', 'acidente a\xe9reo', ',', 'mist\xe9rio,'], 'has_galeria': False, 'has_audio': False, 'data_edicao': '2017-07-16', 'has_video': False, 'quotes': [], 'autor': [DictSql({'id_conteudo': 31137, 'id_autor': 20, 'email': 'thiagopaiva@opovo.com.br', 'nome': 'Thiago Paiva'})], 'antesdepois': [], 'video': [DictSql({'embed': '', 'id_video': 23805})], 'editor': True, 'titulo': 'Morte de Castelo Branco: mist\xe9rio que dura meio s\xe9culo', 'tipo_noticia': 'Normal', 'corpo': '[FOTO1]

Em 18 de julho de 1967, dois aviões se tocaram no céu e deixaram no ar um rastro de mistério que perdura há 50 anos. Foi numa terça-feira de tempo bom, visibilidade praticamente ilimitada e nebulosidade insignificante. Retornando de Quixadá para Fortaleza, a bordo de um bimotor piper aztec e acompanhado de outros três passageiros, além do piloto e copiloto, estava o ex-presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, único cearense a ter cumprido um mandato presidencial (1964-1967).

[SAIBAMAIS]

O primeiro governante da ditadura militar (1964-1985) tinha perfil considerado “moderado” entre os altos escalões das Forças Armadas. Em seu discurso de posse, em 15 de abril de 1964, o cearense falava de “eleições em 1965”. Quando do acidente, havia deixado o poder em um momento de ascensão do grupo chamado “linha dura”, cuja liderança foi também exercida por seu sucessor, Arthur da Costa e Silva. Era a primeira vez que Castelo visitava o Ceará desde sua saída da presidência. Na noite anterior, havia visitado a escritora Rachel de Queiroz, sua amiga.


Na viagem de volta, depois de aproximadamente 40 minutos de voo, ocorreu o incidente que dividiria os brasileiros. De um lado, aqueles que acreditavam (e ainda acreditam) em conspiração seguida de assassinato. Do outro, os que creem em fatalidade.


Vários fatores e imprevistos ocorridos, como atrasos de passageiros e alterações no horário da viagem, tornam improvável que o choque tenha sido intencional. Porém, a falta de transparência na condução das investigações e perguntas até hoje sem respostas alimentam especulações de crime com motivação política. Unanimidade, o caso se tornou uma das maiores tragédias da aviação cearense e é a mais controversa morte de um ex-presidente brasileiro. É também tema de uma nova série de reportagens do O POVO, que se inicia hoje.


A queda

Enquanto se aproximava do aeroporto, já sobrevoando o bairro Mondubim, o avião cedido pelo Governo do Ceará foi subitamente colhido por um jato TF-33A, da Força Aérea Brasileira (FAB). O caça compunha esquadrilha de quatro aeronaves e bateu “com precisão cirúrgica” com a ponta da asa esquerda no leme de direção e quilha do piper, arrancando parte da cauda da aeronave civil.

 

Do choque até o solo, a queda em giros de parafuso chato foi acompanhada por uma agonia que durou aproximadamente 1 minuto e 30 segundos. Desfecho mortal para o ex-presidente, a educadora Alba Frota, o major Manuel Nepomuceno, o irmão do marechal — Cândido Castelo Branco, e o comandante Celso Tinoco Chagas. Somente o copiloto Emílio Celso Chagas, filho do piloto, sobreviveu.


Enquanto isso, o caça retornou ao aeroporto, onde pousou normalmente, sem os tip-tanques, que ficavam nas pontas das asas da aeronave. Um dos equipamentos foi arrancado na colisão e o outro automaticamente ejetado, para evitar o desequilíbrio do TF-33A.


Em seguida, vieram as investigações e conclusões duvidosas que atravessaram meio século sem que ninguém fosse responsabilizado pelo episódio. As apurações da Aeronáutica e órgão correlatos apontam para acidente. Testemunhos de familiares e amigos das vítimas também. Mas as teorias da conspiração ainda pairam sobre aquilo que não foi dito e sobre o que ainda permanece oculto, sob a guarda dos militares.

[FOTO2] 

', 'descricao': 'Acidente que matou Castelo Branco completa 50 anos ainda como a mais misteriosa e controversa morte de um ex-governante brasileiro', 'titulo_categoria': 'Reportagem.dom'}, 'expira_em': None, 'seo_description': 'Acidente que matou Castelo Branco completa 50 anos ainda como a mais misteriosa e controversa morte de um ex-governante brasileiro', 'atualizado_datahora': '2017-07-15 16:04', 'content_published': True, 'seo_keywords': '"Castelo Branco", mist\xe9rio, "acidente a\xe9reo"', 'id_aplicativo': 1, 'voto': 0, 'id_treeapp': 16, 'publicado': True, 'acesso': 6645, 'comentario': '', 'id_site': 184, 'publicado_em': '2017-07-15 17:00', 'id_content': 5812496, 'url': 'https://www.opovo.com.br/jornal/dom/2017/07/morte-de-castelo-branco-misterio-que-dura-meio-seculo.html', 'seo_title': 'Morte de Castelo Branco: mist\xe9rio que dura meio s\xe9culo', 'id_conteudo': 31137L, 'meta_type': 'noticia', 'titulo': 'Morte de Castelo Branco: mist\xe9rio que dura meio s\xe9culo', 'creators': ['Thiago Paiva'], 'schema': 'noticia_147507931171'}
Reportagem.dom

Morte de Castelo Branco: mistério que dura meio século

15/07/2017 | 17:00
Morte de Castelo Branco: mistério que dura meio século

Thiago Paiva


Em 18 de julho de 1967, dois aviões se tocaram no céu e deixaram no ar um rastro de mistério que perdura há 50 anos. Foi numa terça-feira de tempo bom, visibilidade praticamente ilimitada e nebulosidade insignificante. Retornando de Quixadá para Fortaleza, a bordo de um bimotor piper aztec e acompanhado de outros três passageiros, além do piloto e copiloto, estava o ex-presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, único cearense a ter cumprido um mandato presidencial (1964-1967).


O primeiro governante da ditadura militar (1964-1985) tinha perfil considerado “moderado” entre os altos escalões das Forças Armadas. Em seu discurso de posse, em 15 de abril de 1964, o cearense falava de “eleições em 1965”. Quando do acidente, havia deixado o poder em um momento de ascensão do grupo chamado “linha dura”, cuja liderança foi também exercida por seu sucessor, Arthur da Costa e Silva. Era a primeira vez que Castelo visitava o Ceará desde sua saída da presidência. Na noite anterior, havia visitado a escritora Rachel de Queiroz, sua amiga.


Na viagem de volta, depois de aproximadamente 40 minutos de voo, ocorreu o incidente que dividiria os brasileiros. De um lado, aqueles que acreditavam (e ainda acreditam) em conspiração seguida de assassinato. Do outro, os que creem em fatalidade.


Vários fatores e imprevistos ocorridos, como atrasos de passageiros e alterações no horário da viagem, tornam improvável que o choque tenha sido intencional. Porém, a falta de transparência na condução das investigações e perguntas até hoje sem respostas alimentam especulações de crime com motivação política. Unanimidade, o caso se tornou uma das maiores tragédias da aviação cearense e é a mais controversa morte de um ex-presidente brasileiro. É também tema de uma nova série de reportagens do O POVO, que se inicia hoje.


A queda

Enquanto se aproximava do aeroporto, já sobrevoando o bairro Mondubim, o avião cedido pelo Governo do Ceará foi subitamente colhido por um jato TF-33A, da Força Aérea Brasileira (FAB). O caça compunha esquadrilha de quatro aeronaves e bateu “com precisão cirúrgica” com a ponta da asa esquerda no leme de direção e quilha do piper, arrancando parte da cauda da aeronave civil.

 

Do choque até o solo, a queda em giros de parafuso chato foi acompanhada por uma agonia que durou aproximadamente 1 minuto e 30 segundos. Desfecho mortal para o ex-presidente, a educadora Alba Frota, o major Manuel Nepomuceno, o irmão do marechal — Cândido Castelo Branco, e o comandante Celso Tinoco Chagas. Somente o copiloto Emílio Celso Chagas, filho do piloto, sobreviveu.


Enquanto isso, o caça retornou ao aeroporto, onde pousou normalmente, sem os tip-tanques, que ficavam nas pontas das asas da aeronave. Um dos equipamentos foi arrancado na colisão e o outro automaticamente ejetado, para evitar o desequilíbrio do TF-33A.


Em seguida, vieram as investigações e conclusões duvidosas que atravessaram meio século sem que ninguém fosse responsabilizado pelo episódio. As apurações da Aeronáutica e órgão correlatos apontam para acidente. Testemunhos de familiares e amigos das vítimas também. Mas as teorias da conspiração ainda pairam sobre aquilo que não foi dito e sobre o que ainda permanece oculto, sob a guarda dos militares.

 

Leia mais
  • Imóveis
  • Veículos