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O promotor de Justiça Marcus Renan Palácio, 54, um dos responsáveis pela acusação no processo da Chacina do Curió/Messejana, considerou infeliz e perigosa a declaração do Secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa. Neste sábado, 28, numa entrevista coletiva, o delegado André - que assumiu a pasta no início deste mês - afirmou que oferecia dois caminhos para os dois suspeitos de assassinar o cabo Arlindo da Silva Vieira e que ainda estão foragidos: “A Justiça ou o cemitério”


O secretário ainda acrescentou que a pasta da Segurança Pública vive hoje um novo momento. "Para o bandido a gente oferece duas coisas: se ele quiser se entregar, a gente oferece a Justiça. Se ele quiser puxar uma arma, como foi feito ontem contra nosso policial, a gente tem o cemitério para oferecer a ele. Tem a Justiça e tem o cemitério, o que não pode é um bandido puxar uma arma na rua e matar um policial ou matar uma pessoa inocente. Isso a gente não pode admitir. A decisão tá na mão dele. A gente espera, que como hoje, os dois tiveram juízo e não reagiram", disse André Costa.


Procurado pelo O POVO, Marcus Renan diz que “só há um caminho dentro da institucionalidade, que é o da Justiça. Falar em cemitério pode estimular reações desviadas e abusivas. Vide, por exemplo, a Chacina do Curió/Messejana”.


De acordo com o promotor, no papel de secretário de Estado, o delegado André Costa deve representar a voz do governador Camilo Santana (PT) e não de um agrupamento policial. Segundo o promotor, a via legal, para que se evite mais danos em um cenário de insegurança pública extrema, sempre será a única e a prudente.


Para Marcus Renan é temerário se estimular a caçada e a execução de suspeitos ou criminosos. Um risco de se aumentar mais a barbárie que Fortaleza e o resto de Estado está experimentando.

 

 

De acordo com o promotor, "se o Estado se iguala aos que violam os bens juridicamente tutelados, qual a diferença? Somos iguais a eles?". E continua: "Que mundo nós queremos construir? Qual tipo de sociedade planejamos? Vamos viver no inferno? Por que isso? Foi a intolerância ou o Estado social que permitiu aos povos civilizados viverem em relativa harmonia e com baixos índices de criminalidade? Foi matando "bandidos" ou provendo a inclusão social com mais escolas, saúde e lições de tolerância?", questiona Marcus Renan.

 


Ele disse lamentar profundamente a morte do cabo Arlindo da Silva Vieira e a dor que a família do militar atravessa. Como lamenta também o homicídio de qualquer cidadão que entra para as estatísticas da insegurança pública do Ceará.

 

"Eu não estou defendendo  bandido, não. Sou solidário e lamento muito a morte dos PM's, ao tempo em que me solidarizo com suas respectivas famílias enlutadas. Os delinquentes hão de ser responsabilizados, sim, por óbvio, por suas ações deletérias e beligerantes. O ordenamento jurídico penal e processual penal nacional dispõe de mecanismos para tanto. As polícias, por sua vez, têm o dever de combater, inibir e investigar essas práticas criminosas", diz o promotor.


PRISÕES
Neste sábado, 28, a polícia prendeu dois suspeitos de assassinar o cabo Arlindo Vieira. Um deles teria confessado ser o autor do tiro que matou o policial militar. O crime se deu no bairro Henrique Jorge, na noite da última sexta-feira, 27. O cabo Arlindo, que estava de folga, tentou evitar que os dois criminosos assaltassem um padaria.


Outros dois suspeitos, segundo informações da SSPDS, estariam sendo procurados. As polícias teriam chegado aos nomes dos assaltantes via denúncias pelos telefones 181 e 190.


Arlindo da Silva Vieira, 32, era casado, pai e militar da turma de 2009 na Polícia Militar do Ceará. O cabo foi motorista do deputado estadual capitão Wagner (PR). Na sexta-feira, data da morte do companheiro, Wagner publicou um vídeo nas redes sociais lamentando o acontecido. Ele está nos Estados Unidos. Em nenhum momento, na postagem, o capitão estimulou a vingança ou a caçada dos criminosos.


O enterro de Arlindo Vieira foi ontem, no cemitério Parque da Paz, no bairro Passaré.


O POVO enviou perguntas para o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), para saber como ele avalia as declarações do secretário André Costa (SSPDS). Até o momento, não recebeu respostas.

 

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'Justiça ou cemitério'

Promotor critica declaração do novo Secretário da Segurança do Ceará

29/01/2017 | 11:55

Demitri Túlio

O promotor de Justiça Marcus Renan Palácio, 54, um dos responsáveis pela acusação no processo da Chacina do Curió/Messejana, considerou infeliz e perigosa a declaração do Secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa. Neste sábado, 28, numa entrevista coletiva, o delegado André - que assumiu a pasta no início deste mês - afirmou que oferecia dois caminhos para os dois suspeitos de assassinar o cabo Arlindo da Silva Vieira e que ainda estão foragidos: “A Justiça ou o cemitério”


O secretário ainda acrescentou que a pasta da Segurança Pública vive hoje um novo momento. "Para o bandido a gente oferece duas coisas: se ele quiser se entregar, a gente oferece a Justiça. Se ele quiser puxar uma arma, como foi feito ontem contra nosso policial, a gente tem o cemitério para oferecer a ele. Tem a Justiça e tem o cemitério, o que não pode é um bandido puxar uma arma na rua e matar um policial ou matar uma pessoa inocente. Isso a gente não pode admitir. A decisão tá na mão dele. A gente espera, que como hoje, os dois tiveram juízo e não reagiram", disse André Costa.


Procurado pelo O POVO, Marcus Renan diz que “só há um caminho dentro da institucionalidade, que é o da Justiça. Falar em cemitério pode estimular reações desviadas e abusivas. Vide, por exemplo, a Chacina do Curió/Messejana”.


De acordo com o promotor, no papel de secretário de Estado, o delegado André Costa deve representar a voz do governador Camilo Santana (PT) e não de um agrupamento policial. Segundo o promotor, a via legal, para que se evite mais danos em um cenário de insegurança pública extrema, sempre será a única e a prudente.


Para Marcus Renan é temerário se estimular a caçada e a execução de suspeitos ou criminosos. Um risco de se aumentar mais a barbárie que Fortaleza e o resto de Estado está experimentando.

 

 

De acordo com o promotor, "se o Estado se iguala aos que violam os bens juridicamente tutelados, qual a diferença? Somos iguais a eles?". E continua: "Que mundo nós queremos construir? Qual tipo de sociedade planejamos? Vamos viver no inferno? Por que isso? Foi a intolerância ou o Estado social que permitiu aos povos civilizados viverem em relativa harmonia e com baixos índices de criminalidade? Foi matando "bandidos" ou provendo a inclusão social com mais escolas, saúde e lições de tolerância?", questiona Marcus Renan.

 


Ele disse lamentar profundamente a morte do cabo Arlindo da Silva Vieira e a dor que a família do militar atravessa. Como lamenta também o homicídio de qualquer cidadão que entra para as estatísticas da insegurança pública do Ceará.

 

"Eu não estou defendendo  bandido, não. Sou solidário e lamento muito a morte dos PM's, ao tempo em que me solidarizo com suas respectivas famílias enlutadas. Os delinquentes hão de ser responsabilizados, sim, por óbvio, por suas ações deletérias e beligerantes. O ordenamento jurídico penal e processual penal nacional dispõe de mecanismos para tanto. As polícias, por sua vez, têm o dever de combater, inibir e investigar essas práticas criminosas", diz o promotor.


PRISÕES
Neste sábado, 28, a polícia prendeu dois suspeitos de assassinar o cabo Arlindo Vieira. Um deles teria confessado ser o autor do tiro que matou o policial militar. O crime se deu no bairro Henrique Jorge, na noite da última sexta-feira, 27. O cabo Arlindo, que estava de folga, tentou evitar que os dois criminosos assaltassem um padaria.


Outros dois suspeitos, segundo informações da SSPDS, estariam sendo procurados. As polícias teriam chegado aos nomes dos assaltantes via denúncias pelos telefones 181 e 190.


Arlindo da Silva Vieira, 32, era casado, pai e militar da turma de 2009 na Polícia Militar do Ceará. O cabo foi motorista do deputado estadual capitão Wagner (PR). Na sexta-feira, data da morte do companheiro, Wagner publicou um vídeo nas redes sociais lamentando o acontecido. Ele está nos Estados Unidos. Em nenhum momento, na postagem, o capitão estimulou a vingança ou a caçada dos criminosos.


O enterro de Arlindo Vieira foi ontem, no cemitério Parque da Paz, no bairro Passaré.


O POVO enviou perguntas para o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), para saber como ele avalia as declarações do secretário André Costa (SSPDS). Até o momento, não recebeu respostas.

 

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